GRANDES AUTORES

          Ondjaki





O poeta e escritor africano Ndalu de Almeida, popularmente conhecido como Ondjaki, nasceu na cidade de Luanda, metrópole e capital angolana, em 1977. Sua trajetória artística passa também pela atuação teatral e pela pintura. Ele aproveita sua estada em Lisboa para cursar teatro amador, optando depois por uma especialização profissional.
Ondjaki

Dedica-se igualmente a duas mostras individuais de artes plásticas, uma em Angola, a outra no Brasil. Além de tudo, Ondjaki também é cineasta. Autor de roteiros cinematográficos, não deixa passar a oportunidade de co-dirigir, em 2006, ao lado de Kiluanje Liberdade, um documentário que aborda sua cidade natal, Oxalá cresçam pitangas - histórias da Luanda, fruto de uma parceria entre Angola e Portugal.
Após realizar seus primeiros estudos na sua terra natal, obtém a licenciatura em Sociologia na capital portuguesa. Em 2000 o grande poeta conquista a segunda posição no concurso literário angolano António Jacinto, e lança seu primeiro volume poético, Actu Sanguíneu. Ele integra antologias de cunho internacional, publicadas no Brasil, no Uruguai e em Portugal.
Ondjaki obteve o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco 2007, por sua obra  Os da Minha Rua. Na Etiópia ele foi reconhecido com o prêmio Grinzane for best african writer 2008. Seus livros têm sido traduzidos em países os mais diversos, especialmente na França, Inglaterra, Alemanha, Itália, Espanha e China. Ele foi o único representante africano entre os 10 escritores finalistas do Prémio Portugal Telecom de Literatura 2008.
Este célebre poeta integra a União dos Escritores Angolanos e a Associação Protectora do Anonimato dos Gambuzinos. Seu interesse pela literatura teve início logo cedo, aos 13 ou 14 anos. Ele costumava ler Asterix e outros quadrinhos similares, além de Gabriel Garcia Márquez, Graciliano Ramos e Jean-Paul Sartre. Posteriormente Ondjaki optou por poemas e contos.
Entre todos os estilos artísticos visitados, o poeta sempre retorna à literatura, onde ele se sente em casa. Embora ele escreva mais poemas, eles são menos publicados pelo autor, que também navega com facilidade e prazer pelos contos. O escritor considera cada vez mais complexo o ato da escrita, pois hoje, com o passar do tempo, tem uma percepção mais acurada desse processo.
Não é difícil para este ícone literário africano publicar em seu país, pois atualmente o governo angolano vem se empenhando mais no incentivo à cultura, privilegiando também a literatura. As diversas modalidades artísticas vêm seguindo de perto a prosperidade sócio-econômica que Angola atravessa neste momento.
O escritor está morando desde fins de 2007 no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, criando e envolvido com várias idéias, uma mais antiga, outra mais atual. Fã da literatura brasileira, ele se interessa muito pela obra de Clarice Lispector e de Guimarães Rosa. Ele também costuma ler Manoel de Barros, Cláudia Roquette-Pinto, João Paulo Cuenca, Veríssimo, Eric Nepomuceno, entre outros.
Entre seus livros mais conhecidos estão o romance Bom Dia Camaradas, de 2001; a novela O Assobiador, de 2002; o livro de poesia Há Prendisajens com o Xão, de 2002; o infantil Ynari: A Menina das Cinco Tranças, de 2004, e o mais recente volume poético Materiais para confecção de um espanador de tristezas, de 2009.
Fontes:
http://www.kazukuta.com/ondjaki/ondjaki.html
http://www.infoescola.com/biografias/ondjaki/
http://poemargens.blogspot.com/2009/05/ondjaki.html
http://portalliteral.terra.com.br/artigos/ondjaki-forca-africana
               
                                           Jongo - 6ª A


                        





Paulina Chiziane

Paulina Chiziane nasceu em Manjacazé, Moçambique, em 1955. Estudou linguística em Maputo, mas nao concluiu o curso. Actualmente vive e trabalha na Zambézia ficcionista, publicou vários contos na emprensa (domingo, na página literária, e na revista tempo). Publicou o seu primeiro romance,"Balada de Amor ao Vento", depois da independência (1990). que é também o primeiro romance de uma mulher moçambicana. "Ventos do Apocalipse", concluído em 1991, saiu em Maputo em 1995 como edição da autora e foi publicado pela Caminho em 1999. O "Sétimo Juramento" e "Niketche" foram publicados em Portugal em 2000 e 2002, respectivamente. "Balada de Amor ao Vento" é o seu quinto romance. Afirma: "Dizem que sou romancista e que fui a primeira mulher moçambicana a escrever um romance, mas eu afirmo: sou contadora de estórias e não romancista. Escrevo livros com muitas estórias, estórias grandes e pequenas. Inspiro-me nos contos à volta da fogueira, minha primeira escola de arte."

 LINK:http://www.wook.pt/authors/detail/id/25818 
   

Grupo: Afrodescendentes






PEPETELA


1941: Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos (Pepetela) nasce em Benguela, Angola, em 29 de outubro. 

1958: Parte para Lisboa, onde ingressa no Instituto Superior Técnico (Engenharia) que frequenta até 1960. 

 1961: Transfere-se para o curso de Letras. Neste mesmo ano acontece, em Luanda, a revolta que origina a Guerra Colonial. –

1963: Torna-se militante do MPLA - Movimento Popular para a Libertação de Angola. 

1960/1970: Freqüenta a Casa dos Estudantes do Império, em Lisboa, berço dos ideais de independência.

 Exilado na França e na Argélia, posteriormente gradua-se em Sociologia. 

1975: Independência de Angola. Nomeado Vice Ministro da Educação no governo de Agostinho Neto. –

 1997: Ganha o Premio Camões pelo conjunto da sua obra. 

2002: Recebe a Ordem do Rio Branco, Brasil. 

 Atualmente é professor de Sociologia da Faculdade de Arquitetura de Luanda, onde vive.

Um de seus maiores sucessos estava entre  “A CORDA” naquela época

                                                                                     FONTE: www.vidadassofonas.pt/pepetela.htm


GRUPO  PANGULIN









  Mia Couto           


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Antônio Emílio Leite Couto nasceu em Beira, Moçambique, em 1955. O nome “Mia” é proveniente de sua paixão pelos gatos e pelo fato de seu irmão menor, em tempos de infância, não conseguir proferir seu nome corretamente.
Cursava Medicina, quando logo iniciou os primeiros trabalhos no Jornalismo. Abandonou a medicina, e passou a se dedicar inteiramente à escrita.
Mia Couto  tornou-se diretor da Agência de Informação de Moçambique e logo passou a se dedicar à biologia. Tem suas obras traduzidas para o alemão, francês, espanhol , catalão, inglês e italiano.
Iniciou seus lançamentos literários através da poesia , publicando o livro “Raiz de Orvalho” em 1983. Já havia participado de uma antologia poética, em edição do Instituto Nacional do Livro e do Disco, com a participação do poeta moçambicano Orlando Mendes.
Logo passou a se dedicar aos contos e às crônicas publicadas em semanários moçambicanos, veiculados na capital Maputo.
Mia Couto é filho de portugueses, e era militante da Frente de Libertação de Moçambique, lutando pela independência de seu país entre 1964 a 1974. Ajudou a compor o hino nacional moçambicano, e trabalhou para o governo durante a guerra civil culminada no período de 1976 a 1992.
Tornou-se no primeiro africano a vencer o prêmio União das Literaturas Românticas, recebido em Roma. A obra “Terra Sonâmbula” Foi eleita um dos 12 melhores livros de todo continente africano no século XX.
      


                                    Biografia 

Danuta Wojciechowska





Nasceu no Québec, Canadá, em 1960. É formada em Design de Comunicação em Zurique e em Educação pela Arte em Inglaterra. Vive e trabalha em Lisboa desde 1984, onde dirige o atelier Lupa Design. Dinamiza oficinas de ilustração para adultos, jovens e crianças que promovem a criatividade e a literacia visual ligado ao livro infantil. Recebeu o Prémio Nacional de Ilustração de 2003. Em 2004 foi a candidata portuguesa ao Prémio Hans Christian Andersen e recebeu o prémio para o melhor livro ilustrado da FIBDA. No mesmo ano as suas ilustrações foram seleccionadas para a exposição internacional da Feira do Livro para Crianças de Bolonha. Em 2008/09 participou na exposição de ilustração portuguesa “ilustrações.pt”.

Príncipe



                           


Malangatana: a biografia

O mestre da arte moçambicana nasceu no dia 6 de Junho de 1936 na vila moçambicana de Matalana, uma povoação do distrito de Marracuene. A sua infância foi passada a ajudar a mãe em casa, ao mesmo tempo que frequentava a Escola de Missão Suiça protestante, local onde aprendeu a ler e a escrever. Acabou a sua instrução primária na Escola da Missão Católica em 1948.

O nascer de um artista
Quando tinha 12 anos, Malangatana Valente Ngwenya mudou-se para a antiga Lourenço Marques (actual Maputo) à procura de trabalho. Entre as várias actividades de que se ocupou foi pastor de gado, aprendiz de nyamussoro (médico tradicional), criado de meninos e em 1953, Malangatana tornou-se apanhador de bolas e criado no clube da elite colonial de Lourenço Marques. Este trabalho permitiu ao artista voltar a estudar em regime nocturno, facto que o levou ao gosto pelas artes especialmente devido à influência de Garizo do Carmo, seu mestre. Um dos membros do clube de ténis, Augusto Cabral, ofereceu-lhe o material de pintura.

No ano de 1958, Malangatana ingressa no Núcleo de Arte, uma organização artística local, com o apoio do pintor Zé Júlio. Um ano mais tarde, o moçambicano integra pela primeira vez uma exposição colectiva na Casa da Metrópole em Lourenço Marques passando desta forma a artista profissional devido em grande parte ao incentivo do arquitecto Miranda Guedes (Pancho), já que o português disponibiliza a sua garagem para ateliê e compra-lhe dois quadros por mês para que o artista se consiga manter.

A militância política
Ê a frequência do Núcleo de Arte que vai inserir Malangatana no círcuito artistico moçambicano e é aqui que começa a mostrar o seu trabalho, que tem um forte cunho social. Em 1961, aos 25 anos, fez a sua primeira exposição individual, no Banco Nacional Ultramarino. Em 1963, publicou alguns dos seus poemas no jornal “Orfeu Negro” e foi incluído na “Antologia da Poesia Moderna Africana”.
É durante estes tempos que Malangatana é apontado como membro da FRELIMO e é preso pela PIDE na cadeia da Machava juntamente com José Craveirinha e Rui Nogar. Na prática, o seu envolvimento não foi confirmado e no dia 23 de Março de 1966, Malangatana foi absolvido.

Todavia, os quadros de Malangatana carregavam simbologia e embora não fossem explícitos, denunciavam conteúdo político. Tanto que a 4 de Janeiro de 1971, foi detido com o objectivo de esclarecer o simbolismo do quadro "25 de Setembro" que tinha exposto recentemente no Núcleo de Arte, pondo em risco a sua partida para Portugal, onde tinha obtido uma bolsa da Fundação Gulbenkian para estudar gravura e cerâmica.
Durante os tempos que passa em Portugal trabalha em gravura, na Sociedade Cooperativa dos Gravadores Portugueses e, em cerâmica, na Fábrica de Cerâmica Viúva Lamego. No mesmo ano, expõe na Livraria Bucholz e na Sociedade Nacional de Belas Artes.

Em 1973, vai para a Suíça a convite de amigos, onde tem contactos com diferentes galerias e artistas que lhe abrem novos horizontes.

Com a independência de Moçambique, Malangatana envolve-se directamente na actividade política, participando em acções de mobilização e alfabetização, sendo enviado para Nampula com o objectivo de organizar as aldeias comunais.

Após a independência de Moçambique, Malangatana foi eleito deputado em 1990, pela FRELIMO, e em 1998 foi eleito para a Assembleia Municipal de Maputo e reeleito em 2003, participou em acções de alfabetização e na organização das aldeias comunais na Província de Nampula. Foi um dos fundadores do “Movimento Moçambicano para a Paz” e fez parte dos “Artistas do Mundo contra o Apartheid”, além de ter pertencido à Direcção da Liga de Escuteiros de Moçambique.

Um homem não só ligado à arte, mas à cultura
Tal como os seus mestres, Malangatana contribuiu para o desenvolvimento da cultura moçambicana, daí a participação na criação do Museu Nacional de Arte e a dinamização do Núcleo de Arte, da qual o próprio fez parte. O artista foi membro do Júri do Primeiro Prémio UNESCO para a Promoção das artes e com essa função desempenhou várias funções:  membro permanente do Júri " Heritage", do Zimbabwe; membro do Júri da II Bienal de Havana; da Exposição Internacional de Arte Infantil de Moscovo; de vários eventos plásticos em Moçambique e Vice-Comissário Nacional par a área da Cultura de Moçambique para a Expo 98.

Sempre ligado à criança, colaborou com a UNICEF e durante alguns anos fez funcionar a escolinha dominical "Vamos Brincar", uma escolinha de bairro. Impulsionador, no passado, de um projecto cultural para a sua terra natal-Matalana, Marracuene, retoma-o, logo que a guerra termina, criando-se assim aAssociação do Centro Cultural de Matalana, de cujo grupo fundador Malangatana faz parte, sendo actualmente presidente da Direcção.

Em 1996 e 2004, publica dois livros de poemas que reúnem a sua obra poética desde os anos sessenta. O último é ilustrado com vinte e quarto desenhos inéditos. 

A sua vida e obra tem sido objecto de vários filmes e documentários, estando representado em vários museus, por todo o mundo, bem como, em inúmeras colecções particulares.

De Maputo para o Mundo

Além de Moçambique, Malangatana tem a sua obra exposta na África do Sul, Angola, Brasil, Bulgária, Checoslováquia, Cuba, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Grã-Bretanha, Holanda, índia, Islândia, Nigéria, Noruega, Paquistão, Portugal, RDA, Rodésia, Suécia, URSS e Zimbabwe. Depois de ser ter tornado artista profissional em 1961, realizou inúmeras exposições individuais em Moçambique e ainda na Alemanha, Áustria, Bulgária, Chile, Cuba, Estados Unidos, Espanha, Índia, Macau, Portugal e Turquia.

O artista tem murais pintados ou gravados em cimento em vários pontos de Maputo e na cidade da Beira, na África do Sul, no Chile, na Colômbia, nos Estados Unidos da América, na Grã-Bretanha, na Suazilândia, e na Suécia. A sua obra, para além dos murais e das duas esculturas em ferro instaladas ao ar livre é composta por Pintura, Desenho, Aguarela, Gravura, Cerâmica, Tapeçaria, Escultura e encontra-se (exceptuando a vastíssima colecção do próprio artista) em vários museus e galerias públicas, bem como em colecções privadas, espalhadas por várias partes do Mundo.

Prémios

Malangatana, foi galardoado com a medalha Nachingwea, pela sua contribuição para a cultura moçambicana, e foi investido Grande Official da Ordem do Infante D. Henrique. Em 1997 foi nomeado pela UNESCO "Artista pela Paz" e recebeu o prémio Príncipe Claus. No ano passado, recebeu o titulo de "Doutor Honoris Causa", pela universidade de Évora e a condecoração, atribuída pelo governo francês, de "Comendador das Artes e Letras".
Malangatana também foi um dos poucos estrangeiros a ser nomeado membro honorário da academia de artes da RDA.

A 6 de Junho de 2006, é homenageado em Matalana por ocasião do seu 70.º aniversário, sendo condecorado pelo Presidente da República de Moçambique com a Ordem Eduardo Mondlane do 1.º Grau, o mais alto galardão do país, em reconhecimento do trabalho desenvolvido não só nas artes plásticas mas também como o grande embaixador da cultura moçambicana. Nessa mesma data foi lançada a Fundação Malangatana Ngwenya, com sede em Matalana, sua terra natal. Em 2007, foi condecorado pelo governo francês com a distinção de Comendador das Artes e Letras. 

 Gorilas



                          


         biografia de José Eduardo Agualusa 

                                 

Escritores da língua portuguesa - agualusaComo o assunto em voga neste início de ano é as mudanças ocorridas na língua portuguesa, em função do novo acordo ortográfico, há alguns dias publiquei um artigo sobre os escritores da língua portuguesa, no qual me propus a apresentar alguns nomes de escritores naturais dos países que compõe a CPLP.

Iniciei então este tópico, com o fabuloso poeta africano, José Craveirinha e hoje trago a vocês o escritor angolano agraciado em 2007 com o prêmio Independente de Ficção Estrangeira, José Eduardo Agualusa.


 José Eduardo Agualusa nasceu em 13 de dezembro em 1960 em Huambo, Angola. Estudou Agronomia e Silvicultura em Lisboa, onde morou por um longo período.

Agualusa recebeu, em 2007, o prestigiado Prêmio Independente de Ficção Estrangeira, promovido pelo jornal britânico The Independent, com o livro O Vendedor de Passados (Dom Quixote, 2004). Além de ser o primeiro africano a receber tal distinção, Agualusa participa dos principais festivais literários do Brasil, em que é aclamado como representante do renascimento literário de Angola e escritor por excelência lusófono, já que sua obra transita com desenvoltura entre as culturas africana, lusitana e brasileira.

Considerado um escritor peregrino, com passagens pelo Rio - onde morou um bom tempo , Angola – sua pátria movida a guerra civil – e Portugal, onde reside atualmente, seus textos são o espelho das tradições que permeiam tão distintos ambientes, como ele mesmo ressalta em entrevista concedida ao Cultura Hoje:

[...] os meus livros refletem a minha mais ou menos forçada errância pelo mundo. [...] Sempre houve e continua a haver escritores que partem do regional para alcançar o universal, e que fazem imenso sucesso. Basta pensar no escritor mais lido do nosso tempo, Gabriel García Márquez.

Escritor profissional e colaborador de jornais em Lisboa e Luanda, Agualusa mistura brasileirismos, gíria urbana de Luanda e Portugal de forma enxuta e clara, propiciando um estilo acessível a todo o mundo de fala portuguesa.


BIBLIOGRAFIA


*As Mulheres de Meu Pai 
Romance lançado em 2007, mistura ficção e realidade ao contar a história de uma jovem que sai em busca da história de seu falecido pai. O livro relata uma série de histórias fantásticas, vividas por este pai, em países da África, aonde ele se relacionou com diversas mulheres.(wikpédia)

*Manual Prático de Levitação 
Lançado em 2005 pela editora Gryphus, é uma coletânea de contos na qual as histórias estão divididas em três partes - Angola, Brasil e outros lugares de errância. A coletânea traz contos que foram publicados em diversas revistas e jornais portugueses e angolanos.

*O Vendedor de Passados 
Romance publicado em 2004, conta a história de um especialista em pesquisa genealógica que, reescreve o passado dos outros em troca de dinheiro.O romance é uma sátira feroz a sociedade angolana e uma reflexão sobre a construção da memória e seus equívocos.

*O Ano em que Zumbi Tomou o Rio 
Romance de 2003 que retrata a realidade das favelas do Rio de Janeiro. A narrativa trata sobre a guerra travada entre traficantes e policias nos morros cariocas e a possibilidade de esta guerra espalhar-se pela cidades, não mais restringindo-se aos morros.

*Catálogo de Sombras 
Livro de contos, lançado em 2003, com histórias fantásticas envolvendo nomes ilústres.Fernando Pessoa exilado no Brasil interessa-se pelo candomblé. Descendentes de um marinheiro de Vasco da Gama, em Malindi, no Quénia, cantam a História para melhor a preservarem. Numa praia de Pernambuco um pescador sonha uma baleia e lança-a ao mar. São sombras à deriva. Homens que caiem em direcção à luz. Contos de um mundo que fala português. 

*O Homem que Parecia um Domingo (contos, 2002) 
Lançado em 2002 é um conjunto de crônicas e contos publicado em vários periódicos e revistas. 

*A Substância do Amor e Outras Crónicas 
Coletâneas de crônicas lançada em 2000 pela editora Dom Quixote.

*Estranhões e Bizarrocos 
Livro infantil lançado em 2000. O personagem é um inventor de coisas impossíveis: formigas mecânicas, pássaros a vapor, sapatos voadores, aparelhos de produzir espirros...

*Um estranho em Goa 
"Uma das obras mais aclamadas e que serviu de redescoberta literária de Goa a milhares de leitores. Nela o autor angolano José Eduardo Agualusa desvenda, de forma misteriosa e singular, a identidade pós-colonial de Goa. Um livro-chave para compreender a Goa de hoje."
Constantino Hermanns Xavier, SuperGoa

*Fronteiras Perdidas, contos para viajar 
Coletânea de contos publicada pela editora Dom Quixote, em 1999 - Portugal. Três contos passam-se no Brasil, nove em Angola e os demais em outras partes do mundo.

*Nação Crioula 
(romance, 1997,com o personagem de fradique mendes)
Escrito em forma epistolar, o romance apresenta troca de cartas entre Eça de Queirós, Ana Olímpia e outros personagens. Ana Olímpia Vaz de Caminha nasceu como escrava e tornou-se uma célebre e rica angolana. Manteve uma misteriosa ligação amorosa com o aventureiro português Carlos Fradique Mendes.O livro mistura factos reais e ficção na luta pela abolição da escravatura em Angola.

*Estação das Chuvas 
Biografia romanceada,lançada em 1996, que retrata a vida da poetisa e historiadora angolana Lídia do Carmo Ferreira, que desapareceu em 1992 no início da violenta guerra cívil.

*A Feira dos Assombrados 
Novela publicada em 1992, tem como cenário a velha cidade do Dondo, às margens do Rio Quanza, em Angola. Tudo começa com a descoberta de um misterioso cadáver. A partir desta descoberta,A cidade do Dondo mergulha num estranho pesadelo. 

*O Coração dos Bosques 
Livro de poesias publicado em 1991.

*D. Nicolau Água-Rosada e outras estórias verdadeiras e inverosímeis 
Coletânea de contos, lançado em 1990.

*Conjura
Romance publicado no ano de 1989 que conta as histórias dos habitantes da velha cidade de São Paulo da Assunção de Luanda, colónia portuguesa para onde eram enviados condenados ao degredo. Ladrões, assassinos, bandidos de toda a espécie acumulavam-se no bairro pobre de Ingombotas. Conhecemos as várias personagens da cidade e as suas desventuras até ao fatídico dia 16 de Junho de 1911, dia da tentativa falhada de revolta para obter a independência do país.
 site:cutura do travesseiro/grupo:orix  










DINA SALÚSTIO
Escritora e poetisa cabo- verdiana nascida em 1941, em Santo Antão, em Cabo Verde, com o nome de Bernardina Oliveira.
Publicou em 1994 uma coletânea de 35 contos, Mornas Eram as Noites, que lhe valeu a obtenção do Prêmio de Literatura Infantil de Cabo Verde.
A Louca de Serrano assinalou a sua estreia no romance, em 1998.
Dina Salústio foi uma das fundadoras da Associação dos Escritores Cabo-verdianos, assim como de diversas publicações literárias. 
Paralelamente à sua atividade de escritora, foi professora, assistente social e jornalista em Cabo Verde, assim como em Portugal em Angola. Dirigiu também um programa de rádio dedicado a assuntos educativos e foi produtora de rádio.
Trabalhou ainda para o Ministério dos Assuntos Exteriores de Cabo Verde.

                                Suricato






Nome:Erick Moreira


ABRAÃO VICENTE
    



Abraão Vicente é artista plástico, cronista e escritor. Natural de Cabo Verde, licenciou-se em Sociologia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (2003) e desenvolve até hoje uma carreira multifacetada que inclui colaborações com jornais cabo-verdianos e mais recentemente a publicação do livro Trampolim.
Como artista plástico participa num vasto leque de exposições, pelo que se destaca neste últimos anos a exposição “Idioma Comum”: Artistas da CPLP na Colecção da Fundação plmj ou as exposições realizadas em 2010, tais como: “Bú ê”, Galeria Bozart, Lisboa Portugal; Bird Black World Festival of Arts & Cultures, Dakar Senegal; Lisboa Pop Up 2010, Pavilhão 27, Lisboa; “Sketches for freedom fighters collection”, Serigrafia, Igallery, Praia; “A idade de Bruegel ou a queda dos anjos rebeldes”, Igallery, Praia, Cabo Verde.
Em 2009 participou nas exposições: “No Limiar, Projecto Tráfico, espaço Fábulas, Lisboa; Mosf09( mostra de fotografia contemporânea Caboverdana)- Praia cabo Verde- Curador e fotografo; Identidades em (Re)contrução”- Instituto Camões, Praia; Colectivo fotografia “Deslocações” com curadoria de Lúcia Marques- CCP/IC -Praia.
A sua obra encontra-se referenciada em diversas publicações nacionais e internacionais e está catalogado no Guia de Artistas de Galicia 2003 e no Artafrica da Fundacão Calouste Gulbenkian. Actualmente a par da sua actividade artística é deputado pelo MPD em Cabo Verde.

GRUPO:DIK DIK 

FONTE:http://www.lac.org.pt/roots/artistas-em-residencia/abraao-vicente-cabo-verde/biografia/







6 comentários:

  1. eu achei sensacional a melhor foi a do josé eduardo agualusa

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  2. Muito bom saber mais desses grandes autores africanos, ficou ótimo!

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  3. achei muito interessante a biografia do mia couto , os contos dele são ótimos ! : )

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